Novembro
Ao longo destas aulas foram três as temáticas abordadas em sala de aula, primeiramente abordámos a construção de questionários, temática desenvolvida pelo meu grupo de trabalho, noutro momento retratámos a temáticas das Observações e por final, numa das aulas falámos sobre a Aplicação/Execução e Avaliação dos Projectos
Na primeira temática, abordada por mim e pela Filipa, recorremos ao "Manual de Investigação em Educação" de Bruce Tuckman, porque no meu parecer como é o “Pai” da Investigação, achámos que era o mais aconselhado para fazermos um bom trabalho. Como nos encontrávamos a utilizar o mesmo livro para o enquadramento teórico do nosso relatório e já tínhamos visto que a linguagem era acessível e o conteúdo fidedigno, achá-lo a melhor opção.
O questionário é utilizado para transformar em dados as informações cedidas pelo sujeito, acabando assim por ser possível medir os conhecimentos, valores, preferências, atitudes ou experiências. As vantagens ou desvantagens da sua utilização devem ser sempre ponderadas, antes de se optar por esta metodologia. A recolha da informação obtida, pode ser feita recorrendo a escalas ou contabilizando o numero de sujeitos que deu determinada resposta. Assim sendo, o questionário é visto como um processo interrogativo.
Muitos são os pontos que poderia estar para aqui a referir sobre os questionários, mas como não me quero alongar apenas quero fazer referência às escalas que podem ser utilizadas para quantificar as respostas, obtendo-se dados através de intervalos relativos a atitudes, juízos e percepções. A escala mais utilizada é a de Likert, onde se assimilam valores com amplitudes iguais, entre o grau de concordância ou discordância com uma determinada ideia.
Elaborar a apresentação desta temática, acabou por me dar mais bases para falar dos questionários no enquadramento do relatório, proporcionando assim uma assimilação dos conteúdos. A meu ver os questionários, devem ser utilizados quando a nossa amostra é elevada, porque se a amostra for pequena julgo que é mais viável fazer-se uma entrevista semi-directiva, proporcionando assim uma maior liberdade ao entrevistado para falar sobre um determinado assunto.
A segunda temática abordada nestas aulas, foram as observações que de acordo com Tuckman (2005: 523) (…) podem ser uma fonte qualitativa ou quantitativa de dados, dependendo do modo como se recolhem esses dados. Querendo isto dizer, que quando utilizamos mecanismos de observação formais, o produto final é quantitativo porque é apresentado em números; enquanto que se o intuito da observação for apenas visualizar e examinar o ambiente, o produto é qualitativo.
A meu ver, falando em observações julgo que a falta delas é uma das lacunas existentes no nosso trabalho, porque quando entramos na Instituição esperávamos fazer várias observações em pátio, de atendimentos, de acções e no entanto só fizemos uma observação, na qual tudo o que foi apontado foi um pouco às escondidas, pois não tínhamos a certeza se seria aprovado ou não. Mas ainda bem que a fizemos, porque foi tendo em conta esta observação de um atendimento em grupo que nos deu a ideia de implementar um novo Projecto, modificando assim todo o trabalho feito até ali.
A terceira temática abordada é a "Aplicação/Execução e Avaliação dos Projectos", onde é referido que a aplicação de um projecto implica que o mesmo seja posto em prática, tendo em atenção que este deverá ser acompanhado e controlado na sua condução por meio da avaliação. Para avaliar é necessário que exista reflexão, porque é necessário conseguir explicar e examinar os resultados obtidos ; implica reconhecer os benefícios e os seus erros, tentando solucioná-los ou corrigi-los no futuro e perceber se o projecto se desviou do seu propósito ou se este avançou positivamente como é pretendido.
Tendo isto em conta, um processo avaliativo deve ser previamente planificado, contendo registos periódicos e sistemáticos de todas as actividades realizadas e dos comportamentos que vão germinando. No seu âmbito, acaba por tentar-se responder às seguintes questões: o porque de se avaliar? os objectivos? quais as suas metas? onde se vai avaliar? qual a sua metodologia? e quando e em que momentos se vai realizar?
Pode então referir-se que para avaliar, existem uma série de questões que têm de ser respondidas, acabando assim por ser feito um planeamento geral de todas as avaliações que vão existir ao longo dos projectos, como por exemplo no meu, irão ser utilizados três tipos de avaliação, avaliação interna, auto-avaliação e avaliação externa para que os resultados do nosso projecto não sejam enviusados e consigamos dados viáveis.
Referências bibliográficas: Tuckman, W.B. (2005). Manual de Investigação em Educação. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.