Outubro

      Neste mês, o trabalho feito em sala de aula foi mais cedente de conteúdo do que o do mês passado, pois abarcámos quatro temáticas essenciais para o nosso Trabalho de Projecto. Sendo essas temáticas as seguintes: a Entrevista;  a fase de diagnóstico de um projecto de intervenção; a análise Swot e os vários elementos que devem compor um Projecto.

            Relativamente à primeira temática, da Entrevista, muitos já eram os conhecimentos que eu detinha, visto que já as faço desde o primeiro semestre do primeiro ano, para mim uma entrevista é um instrumento de Investigação, que se encontra presente na fase exploratória da generalidade das investigações, sendo o indivíduo interrogado enquanto representante de um grupo social, onde se encontra inserido. As entrevistas podem ser de três tipo, a directiva, não directiva e semi-directiva, sendo esta última a que mais utilizo para os trabalhos que faço aqui na faculdade. Este tipo de entrevistas, permite ao entrevistado estruturar o seu pensamento em torno do objecto definido pelo entrevistador e também a definição feita dos temas não permite que o entrevistado possa fugir aos assuntos, divagando para outros lexemas. Aqui o papel do entrevistador, pode ser referido da seguinte forma: segue a linha de pensamento do seu interlocutor, ao mesmo tempo que zela pela pertinência das afirmações relativas ao objectivo da pesquisa, instaurando um clima de confiança e controlando o impacte das condições sociais da interacção sobre a entrevista. Esta metodologia vai ser bastante importante no nosso Projecto, pois a caracterização inicial e geral da nossa Instituição será feita a partir de uma Entrevista feita à Coordenadora da nossa Instituição, assim pude perceber que é essencial que a entrevista esteja bem-feita, pois irá permitir uma conjugação de dados mais reais, conseguindo assim dados fidedignos e representativos da sociedade que me encontro a analisar.

  A segunda temática a ser abordada, neste conjunto de aulas foi a “Fase de diagnóstico de um Projecto”, fase essa que verificámos ser essencial para qualquer projecto, encontrando-se isso evidenciado na minha segunda ficha de leitura. Aqui um projecto é visto como “a resposta ao desejo de mobilizar as energias disponíveis com o objectivo de maximizar as potencialidades endógenas de um sistema de acção garantindo o máximo de bem-estar para o máximo de pessoas”. E nele estão inerentes, quatro fases, sendo uma delas a de análise da situação e a realização do diagnóstico. Esta fase pode ser determinante para o sucesso de um Projecto, sendo os dados recolhidos capazes de enviusar os resultados que provém do nosso Projecto. Assim sendo, pode referir-se que a fase de diagnóstico, assenta na compreensão do carácter sistémico da realidade e envolve uma relação de causalidade linear numa primeira fase, acabando por ser mais global e integrada posteriormente, quando o conhecimento das dinâmicas sociais surge de forma mais interactiva. Esta etapa, prende-se com três objectivos: 1) Documentar em que estado está o sistema de acção face ao problema identificado; 2) Determinar a magnitude e a importância dos problemas e as suas potenciais causalidades e 3) Identificar as questões chave em torno das quais se pode formular a intervenção. Ou seja, esta fase é determinante no seguimento do projecto, pois irá delimitar a sua linha de trabalho. Nos meus trabalhos de projecto, raramente o fazíamos o que neste momento vejo que foi uma desvantagem pois poderíamos ter seguido caminhos mais acertados. Tendo isto em conta, percebi a importância da fase de diagnóstico para o nosso Projecto, pois a mesma vais delinear os caminhos que iremos seguir, podendo assim alcançar o sucesso ou não.

            A terceira temática que abordámos nas aulas, foi a análise SWOT, uma metodologia nova que nunca utilizei mas que me parece bastante interessante e importante nos Projectos que queremos vir a desenvolver. Designadamente, SWOT quer dizer, Strenghs (pontos fortes), Weaknesses( pontos fracos),Opportunities( oportunidades) e Threats( ameaças), abarcando assim contextos de avaliação interna e externa, neste caso da Instituição facilitando assim a compreensão das falhas e das coisas boas que a nossa Instituição tem. Esta análise pode partir de várias fontes: análise documental, análises de conteúdo de entrevistas e questionários, observações, entre outros. Outro facto importante desta nova analise, é a possibilidade de transformar as ameças da análise em oportunidades, permitindo assim ver tudo sempre segundo duas perspectivas.

            Como última temática, abordada neste conjunto de aulas, temos os vários componentes que um projecto deve deter, deve ter o diagnóstico falado anteriormente, e posteriormente já na fase de planeamento nele podemos encontrar as estratégias a adoptar, os recursos utilizados, sejam eles humanos, financeiros ou materiais, os objectivos do Projecto, podendo dividi-los entre gerais e específicos entre outros. Para mim quando esta temática foi abordada, deu-se uma consolidação de conhecimentos, porque num só texto encontrava-se o conteúdo de vários textos que ou tinham sido lidos por nós ou então que já tinham sido apresentados em sala de aula.  Após esta abordagem mais concreta e simplista do tema, eu fiquei a achar que num projecto não é só a fase do Diagnóstico que é importante como tinha referido anteriormente, porque cada uma das fases acaba por influenciar o caminho que o Projecto toma, acabando assim por ser essencial tomar as decisões correctas nas alturas exactas do diagnóstico, planeamento e execução de um projecto.

            Concluindo, posso referir que estas aulas acabaram por ser bastante benéficas porque me ajudaram a perceber a melhor forma de fazer uma parte bastante importante do nosso Relatório que é o Planeamento de todo o Projecto a implementar, facilitando assim a execução de algo que nunca tinha feito.

           

Referência Bibliográfica: Guerra, Isabel Carvalho (2002). Fundamentos e processos de uma sociologia da acção: o planeamento em Ciências Sociais.2ª ed. Cascais: Principia